Entrevista com Chris Hildebrandt, do projeto Sidux

1 05 2008


O projeto Sidux já desponta como uma das distribuições de maior destaque do ano. Com uma abordagem metódica, que visa transformar o Debian unstable em um desktop mais estável, ágil e agradável, muitos usuários estão descobrindo os prazeres de usarem as últimas novidades de uma grande distribuição, sem correr os riscos habituais de se usar um sistema que muda tão depressa. O DistroWatch conversou por email com Chris Hildebrandt, um dos fundadores do projeto, para descobrir os segredos do Sidux. Muito gentil, Chris falou por toda a equipe de desenvolvimento, enfatizando que o projeto não tem um líder, mas sim um time de membros equivalentes da comunidade: “O projeto Sidux não tem nem precisa de líderes; na verdade, uma de nossas maiores motivações para dar início ao Sidux foi provar que um projeto open source sério pode ser tocado pelo trabalho em equipe e pela cooperação de membros equivalentes da comunidade. Embora não seja um programador profissional, eu fui um dos fundadores e arquitetos do Sidux. Falo em nome de toda a equipe (que foi consultada sobre cada uma de suas perguntas), mas na verdade sou apenas um membro de pouca importância neste grupo maravilhoso de pessoas que estão criando o Sidux.”

DW: Chris, muito obrigado pela sua atenção. Para começar, você poderia se apresentar? Quantos anos você tem? Onde você mora? O que você faz para ganhar a vida?

CH: Eu nasci há 46 anos em Viena, na Áustria. Já vivi e trabalhei na Grécia, Alemanha, Suíça, Rússia e Estados Unidos. Já faz oito anos que voltei a Viena para trabalhar como consultor de gestão. Sou casado e feliz, e tenho três filhos. Além da família e do trabalho, também gasto boa parte do meu tempo livre trabalhando em diversos projetos open source. Com isso, a maioria dos meus outros hobbies desapareceu com o passar dos anos.

DW: Há quanto tempo você usa Linux? Que distribuições você já usou?

CH: Eu trabalho com servidores de hospedagem e desenvolvimento web, e já usei várias distribuições Linux para administrar e manter funcionando esses servidores. Como eu amo experimentar sistemas operacionais há uns trinta anos, já testei quase todas as distros disponíveis. Mas o desktop Linux é algo que só descobri há cinco anos. Depois de testar algumas distros famosas, eu logo me senti atraído pela beleza do Debian e seus derivados. Depois de usar o KNOPPIX e o SimplyMEPIS por um tempinho, achei meu lar no KANOTIX e acabei me envolvendo com o projeto. Mas desde que começamos o Sidux, é só ele que eu rodo nas minhas máquinas. Volta e meia eu dou uma olhada em outras distribuições, mais para ver o que elas fazem e como o fazem.

DW: Se eu me lembro bem, o Sidux começou como um fork do KANOTIX, quando o desenvolvimento do KANOTIX diminuiu a marcha e mudou do Debian Sid para o Debian stable. Mas como, exatamente, você chegou a esse ponto sem volta? Você tentou resolver suas diferenças com Jörg Schirottke (fundador do KANOTIX) ou simplesmente concluiu que a melhor maneira de lidar com suas opiniões conflitantes seria cada um ir para o seu lado?

CH: Quando o Sidux fez um ano eu aproveitei a oportunidade para escrever sobre as motivos da separação . Vários membros da equipe do Sidux também expressaram seus pontos de vista. Resumindo, passamos meses tentando resolver nossas diferenças, mas infelizmente não foi possível. Nunca houve um fork, mas sim um novo começo com aqueles que já se conheciam e que queriam continuar a trabalhar juntos.

DW: Vamos falar sobre o Sidux em si. Ele é um derivado do Debian unstable, o que às vezes pode ser complicado. Como você mantém o sistema estável? Você tem alguma rotina de testes específica?

CH: Sim, o milagre de converter o unstable em um sistema operacional estável e confiável para o dia-a-dia depende de muitos testes e correções. Nossa equipe de testes é formada por mais de cinqüenta pessoas que tentam estragar o Sidux todo dia, para torná-lo mais estável para os usuários. Aqueles que gostam de fazer testes estão convidados a se unirem a nós em nosso fórum e no IRC, para nos ajudarem nessa árdua tarefa. As correções são feitas de diversas maneiras, de preferência enviando bug reports aos mantenedores responsáveis do Debian ou patches diretamente aos autores dos pacotes em questão. Mais do que isso, a equipe de desenvolvimento busca sempre oferecer correções temporárias pelo repositório do Sidux até que pacotes corrigidos apareçam nos mirrors do Debian. Isso ajuda a garantir que as panes pelas quais o Sid é famoso não façam parte do “dist-upgrade” da maioria dos usuários do Sidux.

DW: E quanto ao kernel? Sei que o Sidux traz seu próprio kernel, mas no que ele difere do kernel do Debian? Ele tem alguns patches interessantes?

CH: Os kernels do Sidux são obra de Stefan Lippers-Hollmann (slh), um de nossos desenvolvedores mais importantes e bem informados. A partir do kernel original, ele combina importantes ajustes na configuração à inclusão de diversos patches, bem como de alguns drivers importantes. Isso é parte do segredo do Sidux para detectar mais e mais hardware a cada novo kernel. Toda a equipe de desenvolvimento está sempre ocupada analisando o feedback da comunidade e encontrando novos drivers que possamos implementar. Também acompanhamos cuidadosamente os projetos de desenvolvimento de drivers e nos envolvemos sempre que é legal e tecnologicamente possível.

DW: O Sidux tem algum código do KNOPPIX ou do KANOTIX? Talvez os módulos de detecção de hardware do KNOPPIX? Ou alguns patches do kernel do KANOTIX?

CH: Para nos mantermos fiéis aos nossos princípios quanto ao código e preservarmos 100% de compatibilidade com o Debian (e também para evitarmos problemas legais) nós desenvolvemos e utilizamos apenas código nosso. Nunca fomos um fork. Todos os pacotes e ferramentas do Sidux foram desenvolvidos pela nossa equipe. E como todo projeto verdadeiramente livre, todo o código do Sidux está disponível ao público. Disponibilizamos todos os fontes a cada lançamento e nossos repositórios SVN estão abertos a todos.

DW: O Sidux se enquadra na categoria dos live CDs instaláveis. Quem criou o instalador gráfico?

CH: Como ocorre com todas as ferramentas do Sidux, há scripts em nível de hardware que nos dão a funcionalidade, e uma interface é construída sobre eles. Os scripts de instalação foram criados e otimizados por toda a equipe de desenvolvimento, enquanto a interface gráfica é em boa parte obra de Horst Tritremmel (hjt).

DW: O arquivo sources.list do Sidux inclui dois repositórios – Debian Sid e Sidux sid, ambos habilitados por padrão. Qual é a diferença entre eles? É seguro adicionar o imprevisível repositório do Debian unstable? Posso atualizar meu Sidux regularmente e ter esperanças de que a viagem seja tranqüila? O que você recomenda aos que querem instalar o Sidux e mantê-lo atualizado?

CH: O Debian Sid é nossa fonte principal de pacotes, usamos todo o repositório do Debian como nossa base, que contém mais de 20.000 pacotes até agora. Os repositórios do Sidux complementam os do Debian com nossos programas e scripts, bem como com algumas correções temporárias. Fazemos de tudo para oferecer um lançamento que não pára, isto é, que seja um ponto de entrada em um momento específico do Debian sid, mas que pode e deve passar por um “dist-upgrade” regularmente. A viagem é tranqüila porque direcionamos os esforços de toda a nossa equipe para um objetivo: fazer do Debian stable um sistema operacional estável e confiável.

Eu recomendo “dist-upgrades” semanais, mas é sempre bom consultar nosso website antes de fazer isso. Também oferecemos scripts e ferramentas para tornar essa tarefa a mais simples possível para todos. Um deles é o script smxi, de Harald Hope (h2). Outros são o xadras e o Centro de Controle, de Fabian Wuertz.

DW: Minhas primeiras impressões visuais das primeiras versões do Sidux não foram muito boas. Mas dois anos depois, eis que ele traz um visual muito bonito (embora isso seja subjetivo), em especial devido ao novo tema, ao papel de parede e às cores leves do desktop. Quem é o responsável por isso?

CH: Temos muito orgulho de contar com pessoas tão talentosas em nossa equipe de arte. O tema do Eros, a última versão do Sidux, foi obra de Bernard Gray (clearly), já o design do Nyx, a nova versão, foi criado por ele, Daniel Prien (Daniel-S-P) e klaymen, e por toda a equipe de arte.

A arte sedutora é uma das características interessantes do Sidux 2008-01.

DW: Quantos outros desenvolvedores trabalham no Sidux?

CH: Há 13 desenvolvedores na equipe principal no momento, e umas dez ou vinte pessoas que contribuem com scripts, patches e outras coisas. Os desenvolvedores mais ativos no momento são Kel Modderman (kelmo), Joaquim Boura (x-un-i), slh e hjt.

Mas o Sidux é um projeto da comunidade e embora bom código seja importante, há muito trabalho vital que não envolve código e é realizado por um grupo cada vez maior de pessoas. Nosso maravilhoso manual é escrito e traduzido pela equipe de documentação, um grupo de mais de trinta pessoas coordenado por Trevor Walkley (bluewater), encarregado desse trabalho cansativo e complicado. Já mencionei a equipe de arte, que garante que o Sidux terá um belo visual mesmo ao seu olhar crítico ;-) . Também temos a equipe de suporte, com mais de 20 pessoas lideradas por Ferdi Thommes (devil), que também é integrante de várias outras equipes (ele parece estar em todo lugar) e também da e.V, nossa sociedade sem fins lucrativos, respondendo a perguntas e ajudando aos usuários dia e noite no fórum e no IRC. Os membros da e.V (55 até o momento) são ótimos, e cuidam das nossas finanças, da loja, das atividades de marketing e apresentam o Sidux ao mundo.

Também há muita gente cuidando da comunicação e da comunidade, e algumas pessoas cuidando de nossos mirrors e servidores – em especial, Aedan Kelly (etorix).

DW: Quais são seus planos para o futuro? O Sidux vai seguir o Debian Sid para sempre ou você tem alguma surpresa interessante para nós?

CH: Sim, é seguro afirmar que o Sidux será sempre baseado no Debian sid. Consideramos o Sidux um Debian Sid com tempero ;-) . Cada nova versão traz novas características e ferramentas. Temos um melhor suporte a desktops alternativos engatilhado; já vi um instalador para o Eee PC, um melhor suporte a instalações USB, um melhor suporte a hardware sem fio, e com certeza há muito mais a caminho. Por isso, devo fazer um pedido importante: quanto mais hardware pudermos testar, maior será a compatibilidade do Sidux. Gostaríamos muito de trabalhar com fabricantes de hardware, que nos forneceriam equipamentos para testes, para que pudéssemos oferecer uma boa compatibilidade de hardware que posteriormente se estenderia a todas as distribuições Linux.

Talvez vejamos uma interface gráfica para nossos scripts de masterização ser criada e documentada, o que permitiria a nossos usuários criar suas próprias versões do Sidux. Mas isso é mais para frente. 

Adoramos surpreender nossos usuários. Então, experimente nossa última versão e curta as surpresas!

DW: Chris, muito obrigado por sua atenção, e boa sorte com seu projeto!

CH: Obrigado, mas o Sidux está longe de ser o “meu” projeto. Eu sou, entretanto, um orgulhoso membro da grande comunidade do Sidux.

Fonte: http://www.guiadohardware.net/





Migração para o software o livre deve ser um empreendimento pedagógico

1 05 2008


A migração de tecnologia de uma organização que usa software proprietário e deseja passar a usar o software livre (de código-fonte aberto, elaborado coletivamente e modificado a qualquer momento por qualquer usuário, como o sistema operacional Linux), mais que um processo técnico, envolve uma mudança cultural, sendo eminentemente pedagógico. É o que aponta o pedagogo Anderson Fernandes de Alencar num estudo conduzido na Faculdade de Educação (FE) da USP.

Etapas da migração

O pesquisador participou por mais de um ano da mudança de sistema operacional e softwares proprietários da Microsoft para o sistema operacional Linux e programas utilitários de código aberto (como o Open Office) na ONG Instituto Paulo Freire, relatando e refletindo sobre todas as etapas da migração a partir do pensamento do filósofo Álvaro Vieira Pinto e do educador que dá nome à organização.

Em suas obras, entre outros assuntos, Álvaro Vieira Pinto reflete sobre tecnologia, técnica e a relação destas com o ser humano. Também trata da dependência tecnológica como fator de colonização dos países subdesenvolvidos.

Sujeito do aprendizado

Na perspectiva freiriana, a educação é compreendida como um processo de democratização do conhecimento e possibilidade de novas leituras de mundo. O aprendiz deve ser sujeito e não objeto do seu processo de aprendizagem.

Tal pensamento ajusta-se à filosofia do movimento que defende o software livre, que vê a tecnologia compartilhada como uma ferramenta de transformação social, pois disponibiliza o conhecimento a todos – tanto o seu acesso como a sua construção.

Linux

O sistema operacional Linux, por exemplo, é gratuito (como a maior parte dos softwares livres) e desenvolvido coletivamente: qualquer pessoa pode fazer modificações no seu código, adaptando o programa para as suas necessidades. As versões geradas por esta adaptação são compartilhadas por usuários do mundo todo, numa comunidade que está 24 horas por dia aprimorando o programa e corrigindo eventuais falhas, possibilidade que pode tornar um software livre bem mais seguro do que um proprietário.

Conscientização dos benefícios

Mas fazer com que os membros de uma organização se conscientizem dos benefícios da mudança não é tarefa tão simples. “Seria muito mais rápido se simplesmente deixássemos os técnicos desinstalarem um software e instalarem outro, e obrigar as pessoas a aprender a lidar com as novas ferramentas, mas isso não estaria de acordo com a concepção do software livre nem do próprio Instituto. Teríamos usuários de software livre com a ‘cabeça proprietária’, uma visão que privilegia a competitividade, a mercantilização das relações e a dependência tecnológica”, explica Alencar.

Sensibilização dos usuários

Primeiramente, foi organizada uma discussão visando sensibilizar os colaboradores do Instituto para os benefícios do software livre. Para isso, foi convidado como palestrante o professor da Faculdade Cásper Líbero Sérgio Amadeu, que foi coordenador da Rede Pública de Telecentros em São Paulo e presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Alencar ressalta o termo sensibilização, já que segundo ele “ninguém conscientiza ninguém, a própria pessoa, sensibilizada pelos elementos propiciados, é que pode tirar suas conclusões e repensar sua visão de mundo”.

Oficinas de aprendizado

Foi então desenvolvido um plano de migração por uma equipe que contava com técnicos e não-técnicos do Instituto, plano este que passou por várias discussões e versões até poder ser sistematizado. Em seguida, foram promovidas, em três etapas, a remoção dos antigos programas comerciais e instalação dos abertos, seguidas de oficinas para aprendizagem do uso dos novos softwares.

Apesar das dificuldades encontradas – já que se optou por ensinar o uso de todos aplicativos a todos os funcionários, mesmo os que não usassem algum deles no trabalho – as oficinas tiveram excelentes resultados. Finalmente, as equipes puderam avaliar o processo, relatar suas experiências e indicar possíveis problemas a serem sanados ao final de um ano de processo de migração.

Além do treinamento técnico

O pesquisador considera que esta experiência, além dos aspectos teóricos refletidos, pode ter grande utilidade para organizações que queiram implementar o uso software livre, desde que o desejem fazer “a partir de uma concepção que vá além do treinamento técnico, buscando um processo pedagógico que respeite o usuário, baseado no diálogo e na construção democrática”, completa. O relato e as análises de Alencar estão expostos na dissertação de mestrado A pedagogia da migração do software proprietário para o livre: uma perspectiva freiriana, defendida em 2007 na FE.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/





Mark Spencer ganha o mundo com o Asterisk

1 05 2008


Apenas em 2007, a Digium, empresa criadora do Asterisk, registrou mais de um milhão de downloads do software open source de maior sucesso desde o Linux. Até agora já foram mais de 4,5 milhões de downloads, número que tende a crescer muito, conforme o programa ganha popularidade e adeptos.

Tomando cuidado para não perder essa oportunidade, a companhia agora trabalha para enfrentar seus principais desafios: ganhar maior confiança das empresas através da melhoria do suporte ao Asterisk, bem como ampliar a base de usuários estimulando a criação de soluções que rodem sobre o sistema.

Neste estágio, era mais do que natural que a Digium passasse a olhar para outros mercados promissores, como a América Latina. Prova disso é a visita a São Paulo, em maio, do fundador e CTO da empresa, Mark Spencer, considerado por muitos um dos grandes influenciadores do mercado de TI da atualidade. Nesta entrevista exclusiva ao Canal VoIP, Spencer conta um pouco sobre a situação atual da sua empresa e de seu filhote, o Asterisk, bem como comprova os planos de tornar mais forte sua presença na região, especialmente no Brasil.

Recentemente, em Toronto (Canadá), você disse que o Asterisk é chato. Você acredita que o programa já atingiu todo o seu potencial?

Na verdade, isso está meio fora de contexto. Minha apresentação em Toronto foi para contrastar as aplicações “chatas” do Asterisk com aquelas que são mais excitantes. Eu acho que o Asterisk está rapidamente atingindo um nível de desenvolvimento em que a maioria das funcionalidades fundamentais está lá. Grande parte dos esforços agora está em trabalhar o programa de forma que ele possa escalar através de clustering e de outras tecnologias.

No entanto, é empolgante o fato de que o Asterisk é uma plataforma de tanto sucesso que agora mais aplicações são desenvolvidas sobre ela, permitindo atender a todos os tipos de mercados verticais, bem como se conectar com outras tecnologias como a Web 2.0, comunicações unificadas, sistemas de calendário e até mesmo aplicações “bizarras”, como os sensores de umidade do projeto Botanicalls.

No ano passado, a Digium anunciou o milionésimo download do Asterisk. Também em 2007 a empresa completou seu 24º trimestre consecutivo de crescimento em faturamento. Quais são as expectativas para este ano?

Foram mais de um milhão de downloads apenas em 2007. Nós já tivemos mais de 4,5 milhões de downloads desde a criação do Asterisk. Esperamos neste ano continuar crescendo em downloads e faturamento, mas também estamos focando em 2008 no crescimento através da expansão de canais e do aumento de investimento em marketing, vendas e desenvolvimento. Acho que é importante agora que a Digium construiu uma linha de produtos tão sólida para investir no futuro.

Você também disse em Toronto que as aplicações são o centro das ações hoje. Quais são as mais interessantes que você viu até agora? Em que direção a Digium vai em relação ao desenvolvimento de aplicações?

A Digium tem um papel tanto de assegurar a estabilidade e a eficiência da base de código open source principal do Asterisk, quanto de ajudar algumas verticais e grandes horizontais – como as focadas em PBX para pequenas e médias empresas – a construir produtos turn-key e soluções usando o Asterisk. Isso inclui nossos produtos de appliance. Nós também desenvolvemos componentes e construímos parcerias que permitem que outras empresas dentro do ecossistema Asterisk tenham sucesso construindo suas verticais de forma produtiva para ambas as companhias, alavancando a marca Digium e o projeto Asterisk.

O que podemos esperar da Digium em 2008 em relação a novas versões, produtos e ações de marketing e vendas?

Versões mais avançadas do Asterisk e uma significante expansão de nossos canais – não apenas as revendas sofisticadas com as quais já temos historicamente trabalhado com sucesso, mas uma ampliação através de distribuidores muito mais tradicionais e redes de revendedores que têm menos familiaridade com open source e que desejam alavancar suas vantagens no mercado através de ofertas baseadas nele.

Alguns dizem que o seu software tem potencial para causar uma revolução no mercado assim como fez o Linux. O que você pensa disso?

O Asterisk deve ser ainda mais revolucionário no mercado de telecom do que o Linux tem sido no segmento de sistemas operacionais, porque o Linux tem muito mais barreiras de entrada (a quantidade de aplicações suportadas pelo Windows, a familiaridade das pessoas com o Windows, etc.) – o que não tem analogia no mercado de telecom. Mais ainda, o Linux já “azeitou as engrenagens”, pois ensinou as pessoas que o open source pode ter sucesso nos negócios, então para o Asterisk não foi tão difícil quanto seria caso o Linux não existisse. Certamente não haveria maneira do Asterisk ter tido tanto sucesso se o Linux não tivesse aparecido primeiro (tanto num nível técnico quanto no de negócios), mas agora o Asterisk está ganhando tanta atenção que alguns empreendimentos estão passando por suas primeiras experiências usando o Linux após terem experimentado com sucesso o Asterisk!

Como a Digium está trabalhando para resolver o “problema de suporte” de forma a poder ir além do mercado SMB (pequenas e médias empresas) e chegar às grandes corporações?

Esse é certamente um grande passo, e um dos motivos pelos quais começamos focando no mercado SMB primeiro. Nosso apoio realmente tem vindo de empresas que já têm familiaridade com o Asterisk e desejam trabalhar conosco para desenvolverem produtos para elas – e esse é um tipo de empresa que cada vez mais têm se aproximado de nós. Estamos trabalhando com parceiros que têm times de suporte globais; estamos criando e treinando Profissionais Certificados em Asterisk pela Digium (Digium Certified Asterisk Professionals – dCAPs) em todo o mundo; e estamos aumentando nossa equipe de suporte e a oferta de assinaturas, além de nosso ecossistema global. Esperamos que essas ações gerem um aumento de suporte global dentro das empresas.

A Digium tem buscado as operadoras de telecom visando o desenvolvimento do Asterisk?

Nós estamos muito interessados em trabalhar com operadoras que forneçam CPE em particular, mas embora tenhamos feito alguns trabalhos com operadoras que usam o Asterisk dentro de suas infra-estruturas, este não é o foco da Digium hoje. Temos muitos parceiros entre operadoras e empresas de serviços, mas nossa oferta de produtos ainda está focada em serviços gerenciados para pequenas e médias empresas.

Como você se sente aparecendo em listas de “empresas a se observar” e “pessoas influentes” (como a das 100 pessoas mais influentes de TI da eWeek) com apenas 31 anos?

Sinto que fui abençoado tanto pelo que tive quanto pelo que não tive. Há muitas ironias que envolvem o desenvolvimento da Digium – por exemplo, se eu tivesse dinheiro suficiente para comprar um sistema de telefonia em 1999, provavelmente eu nunca teria desenvolvido o Asterisk e então não existiria o sucesso da Digium.

No VoiceCon, você pareceu muito cético em relação ao discurso de interoperabilidade adotado por grandes players como Microsoft, Cisco e Avaya. Você acredita que trata-se de um discurso vazio? Caso contrário, quem você acredita que está colocando isso em prática da melhor forma?

Eu acredito que a interoperabilidade é importante principalmente num nível empresarial, e alguns vendors legitimamente desejam dar suporte a isso. No entanto, a Microsoft, em particular, tem um histórico de só usar a interoperabilidade enquanto é beneficiada por isso, e rapidamente deixa os padrões abertos quando passa a ter outros interesses.

O que você pensa sobre Comunicações Unificadas? O mercado está preparado para essa tendência ou este maravilhoso mundo novo ainda existe apenas na cabeça dos fabricantes? Que papel o Asterisk terá no desenvolvimento desse mercado?

Comunicações Unificadas têm significados diferentes para empresas diferentes. Alguns consideram levar o voice mail para o email Comunicações Unificadas, outros pensam que isso é ter um único número de telefone e uma única caixa de voice mail. Acredito que o Asterisk é uma tecnologia importante para UC (Unified Communications), e você verá cada vez mais produtos Digium nesta área, especialmente conforme formos construindo relacionamentos fortes com outros players de open source.

Quais são os principais obstáculos que as empresas encontram quando buscam uma solução de telefonia IP? Como o Asterisk pode facilitar esse processo?

O Asterisk transpõe tanto as barreiras econômicas quando as culturais, ao tornar possíveis soluções de baixo custo e soluções customizadas para uma variedade de geografias. Por exemplo, mais de 50% dos negócios da Digium são fora dos Estados Unidos – algo raro para uma companhia do nosso tamanho.

Quais são os planos da Digium para a América Latina, especialmente para o Brasil? Considerando que o País tem uma comunidade gigantesca de usuários e de desenvolvedores de open source, sua empresa não tem interesse em abrir uma operação aqui?

A América Latina (o Brasil em particular) é uma área quente para o crescimento da Digium. Estamos trabalhando hoje para desenvolver tecnologias como E1/R2, que são específicas para estes mercados, e agregamos canais parceiros para nos ajudar a servir a região da melhor maneira. Creio que a América Latina será uma das áreas de maior crescimento para nós em 2008.

Fonte: http://www.convergenciadigital.com.br/





20% dos celulares terão Linux em 2013

1 05 2008


Análise da ABI Research considera influência do projeto Android e da aquisição da Trolltech pela Nokia

A empresa de análise de mercado ABI Reserch prevê que cerca de 20% dos dispositivos móveis usarão algum tipo de sistema operacional Linux por volta de 2013. 

A conclusão baseia-se em nas atuais dinâmicas do mercado, como o crescimento da Linux Mobile Foundation (LiMo), fundada por empresas como Motorola, Samsung e Vodafone, há cerca de um ano. Além disso, a empresa cita o projeto Android, desenvolvido pela LiMo e pelo Google, e iniciativas da Nokia, como a aquisição da Trolltech, especializada em aplicações Linux. 

As soluções para sistema operacional Linux terão melhor custo-benefício que as proprietárias, mesmo quando requerimentos de silício são considerados, dado que uma camada de aplicação mais forte será incluída como padrão, além do fato de que as customizações estão a cargo dos desenvolvedores de software independentes, analisa Stuart Carlaw, vice-presidente da ABI Research. 

A empresa também prevê que as soluções em Linux para mobilidade serão importantes para integrar aplicações web. O sistema operacional de código aberto também pode ajudar na oferta de ambientes orientados a conteúdo para usuários de aparelhos celulares menos sofisticados. A consultoria também prevê que a fragmentação de framework e questões de hardware, que atrapalharam o uso de Linux em mobilidade, estão encontrando resolução. 

No entanto, o mercado ainda não tem uma visão generalizada do Linux em dispositivos móveis. O mercado de sistemas operacionais móveis é bastante fragmentado: enquanto o Symbian domina na Europa, tem pouca presença nos Estados Unidos. Além do Windows Mobile e o Android, o iPhone da Apple continua com grande atenção.

Fonte: http://www.itweb.com.br





Conheça o sistema Big Linux

1 05 2008


O TecnoGuia experimentou a nova versão do sistema que desmistifica a idéia de que o Linux é complicado

‘‘Linux é difícil!’’ É comum se ouvir esta frase de usuários domésticos sobre o sistema operacional alternativo ao Windows que vem ganhando espaço em empresas e instituições governamentais e que agora está cada vez mais perto das residências. Para quem ainda acha que esse software livre é somente coisa de experts em informática, o TecnoGuia traz uma análise do Big Linux, uma distribuição (versão modificada do sistema Linux) que ainda é pouco conhecida no Ceará, mas que merece um espaço ao lado do Windows no seu disco rígido.

O sistema operacional Big Linux é desenvolvido no Brasil por diversos colaboradores e tem como mantenedor o jovem Bruno Gonçalves, de Brasília. Para tornar-se um sistema muito fácil e poderoso, o software funciona utilizando os melhores recursos de um ou de outro sistema de código aberto baseado em Linux, como o elogiado Ubuntu — de onde vêm os repositórios (links para programas e pacotes) —, o Kurumin e o Kanotix, entre outros.

O ‘‘Big’’, como é chamado por seus usuários, traz diversos programas essenciais para o dia-a-dia de um usuário comum ou para empresas de qualquer porte. Estes programas são dispostos em categorias como escritório, gráficos e internet. ‘‘Desta forma, fica fácil para o usuário encontrar o programa que deseja’’, afirma o cearense Lucas Filho, consultor da Open-Ce Tecnologias e Serviços e um dos colaboradores do projeto do Big Linux.

Para quem está acostumado com a interface gráfica do Windows, o visual do Big não decepciona. O sistema oferece várias opções de aparência, muitas delas bem semelhantes ao Windows. O diferencial é que, facilmente, o próprio usuário pode modificar itens do sistema — como o nome e o ícone do menu ‘‘Iniciar’’, por exemplo — da maneira que desejar. Logo de cara se pode escolher sete visuais diferentes para testar o Big Linux. E após sua instalação, é possível mudar facilmente o visual.

O reconhecimento de hardware e periféricos, como impressoras, câmeras digitais e outros dispositivos, é mais um ponto forte do sistema. ‘‘Certa vez, no apartamento de um amigo, passamos cerca de 40 minutos para baixar o programa de instalação e configurar uma impressora no Windows. Já no Big Linux, a mesma impressora foi instalada em aproximadamente 10 segundos e com um detalhe: só tivemos que conectar o cabo USB. O Big Linux fez todo o restante sozinho. Isto sim é um verdadeiro sistema plug-and-play (conectar e usar)’’, comenta Lucas.

Mas nem todas as impressoras ou dispositivos são reconhecidos facilmente. Usuários de equipamentos da marca HP, por exemplo, podem contar com dicas e alguns projetos relacionados ao Linux em sua página na internet (www.hp.com.br). Segundo o consultor, é melhor ver primeiro se o equipamento já é compatível antes de adquirí-lo.

‘‘Não é pelo fato de ser Linux que é difícil. Àqueles que tiverem alguma dificuldade em usar o Big Linux, o Fórum de usuários que pode ser acessado no endereço www.biglinux.com.br/forum, conta com usuários dispostos a ajudar de forma colaborativa e gratuita’’, diz o consultor.

A atual versão do Big Linux é a 3.0. A versão avaliada pelo TecnoGuia foi a 4.0 beta. Ainda em testes e avaliações, a versão 4.0 final está prevista para chegar nos próximos meses. Com distribuição gratuita através de download de um arquivo para criação de um Live-CD — que permite rodar o sistema sem a necessidade de sua instalação no disco rígido, se o usuário preferir —, o Big Linux pode ser obtido através do site www.biglinux.com.br. 

AJUSTES E EFEITOS
Software é totalmente personalizável

A personalização do Big Linux também é algo que se destaca neste sistema operacional de código aberto em relação aos demais — e, principalmente, em relação ao Windows. O software permite que o usuário leigo modifique facilmente itens como o papel de parede, botões de janelas, menus, cores e até mesmo colocar uma foto sua ou imagem — a logomarca da sua empresa, por exemplo — no menu ‘‘Iniciar’’ do sistema operacional.

O Big Linux foi a primeira distribuição a oferecer, por padrão, os recursos em 3D — coisa que só veio surgir para usuários do Windows com o Vista. Os sofisticados efeitos em três dimensões chamam a atenção — e até servem como distração e brincadeira para boa parte dos usuários, que literalmente brinca com os elementos da tela. Dobrar uma janela como se fosse de papel, vê-la pegando fogo ao ser fechada, entre outros efeitos curiosos, são recursos possíveis com poucos cliques do mouse e um computador de médio porte. Tal sofisticação visual, no Windows Vista, requer uma máquina bem equipada. No Big Linux, isso pode ser feito em um PC com memória RAM de 256 MB.

Outro recurso do sistema é o zoom da tela, útil em apresentações ou para usuários com problemas de visão. ‘‘Durante as aulas em unidades educacionais, conseguimos ampliar a imagem da tela por completo, em média, em 15 vezes. Isto faz com que os alunos acompanhem em detalhes toda a imagem, seja ela um botão ou um pequeno ícone’’, destaca o consultor Lucas Filho.

AMEAÇAS DIGITAIS
Sistema é mais seguro do que o Windows

Um dos maiores incômodos e preocupações que acometem os usuários da internet hoje em dia são as ameaças à segurança das informações. Antivírus, antispywares, antiadware e firewall são algumas das ferramentas que o usuário deve ter e manter sempre atualizado em seu computador para tentar – sem ter plena certeza de sua eficiência – driblar as ameaças como vírus, invasões e roubo de senhas, para se sentir seguro no mundo online. Como está presente em mais de 90% dos computadores pessoais em todo o mundo, o Windows é o sistema operacional que tem sido o maior alvo das pragas virtuais. Isso significa que os usuários de sistemas baseados no Linux, como o Big Linux e o Ubuntu, estão mais seguros.

Segundo o consultor Lucas Filho, é comum entre os usuários de sistemas do meio Linux nem se incomodarem em instalar programas antivírus em seus computadores. ´O antivírus que às vezes se usa é para o próprio Windows´, diz o especialista, relatando que muitos usuários mantêm o Windows em alguma partição do disco rígido e, ao acessar os arquivos deste sistema através do Linux, podem usar o antivírus como precaução. ´Não temos relatos de ameaças de spywares para roubo de senhas ou de vírus que possam apagar arquivos no Linux´, diz Lucas Filho.

O consultor afirma que, mesmo se ocorresse alguma infecção no Linux, os danos ficariam restritos somente à pasta do usuário, sem comprometer os demais arquivos do sistema ou de outros usuários do computador. Outra vantagem é que, usando este tipo de sistema operacional, o usuário não corre risco de executar por engano algum arquivo malicioso presente em e-mails falsos (os chamados ´phishing scams´). ´No Linux, nenhum arquivo executável se executa por si só´, ressalta Lucas Filho, que como usuário do Big Linux, afirma clicar, sem a menor cerimônia, nos links de e-mails suspeitos que recebe, só para matar a curiosidade de ver que tipo de golpe se trata. 

FIQUE POR DENTRO
Vírus destinados ao Linux ainda são raridade

Com a gradual popularização dos sistemas baseados no Linux, é provável que também cresça o número de ameaças voltadas para essa plataforma – o que atualmente ainda é raro. Já se tem notícia, no entanto, de vírus ´cross-platform´, um novo conceito de vírus que rodam em vários sistemas. Um exemplo é o Bad Bunny, o primeiro vírus para o OpenOffice.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com





Distribuição do Eee PC deve dobrar no segundo trimestre de 2008

1 05 2008

Número passará de 700 mil unidades distribuídas no 1º trimestre para 1,2 milhão de laptops de baixo custo até o dia 30 de junho.

A Asustek Computer anunciou, nesta quarta-feira (30/04), que praticamente dobrará a distribuição do laptop de baixo custo Eee PC no segundo trimestre deste ano – em comparação com o primeiro.

As entregas do Eee PC crescerão para 1,2 milhão a 1,3 milhão de unidades até 30 de junho. A empresa distribuiu 700 mil unidades no primeiro trimestre deste ano.

A empresa também espera continuar a lançar modelos do Eee PC com enfoque em diferentes perfis de usuários.

No final do ano passado, os Eee PCs originais foram vendidos por 230 dólares em uma versão rodando Linux. A nova versão, Eee PC 900, tem tela maior – de 8,9 polegadas – e outras melhorias. Ela foi lançada em Taiwan no início do mês por 525 dólares.

As novas versões do Eee PC poderão ter mais funções e especificações mais avançadas – o que inclui telas maiores -, afirmam executivos.

A Asustek prevê que as vendas do Eee PC no segundo trimestre ficarão entre 1,3 e 1,4 milhão de laptops. No primeiro trimeste, a empresa vendeu 1,3 milhão de unidades.

O objetivo de vendas para este ano é de 5 milhões de unidades.

Fonte: http://pcworld.uol.com.br





Aberium: gerenciamento padrão para Linux

1 05 2008


As empresas Mapa Brasil e Aberium Systems acabam de lançar o Aberium Supervisor 3.5, software que instala e configura sistemas Linux automaticamente.

Entre os destaques do software estão instalação em até 15 minutos e gerenciamento remoto por interface web, sistema de atualização via web, Controle de navegação web por URL, palavra ou horário, firewall e VPN, relatórios de uso da Internet e do sistema de e-mail por usuário, sistema de e-mail com webmail, anti-spam e antivírus incorporado (opcional), entre outros.

“Quando se fala em Linux, cada técnico tem seu jeito de fazer as coisas. Com o Aberium Supervisor há possibilidades de padrões que permitem que o próprio usuário escolha e efetue todas as atualizações que achar necessárias, por conta própria” explica Paulo Tonetto, diretor de negócios da Mapa Brasil.

O software é vendido através de licenciamentos anuais ou locações por mês e é recomendado para empresas com mais de cinco usuários e menos de 1.500.

Fonte: http://www.baguete.com.br





IBM contrata engenheiros em Hortolândia

1 05 2008


O Linux Technology Center da IBM Brasil está recrutando engenheiros de software para trabalharem em Hortolândia, na região metropolitana de Campinas. 

É requisito para vaga ter formação superior na área de Computação (TI) ou experiência comprovada no setor. Os profissionais devem ter experiência no design e implementação em linguagens como C/C++, Python ou Perl; serem capazes de desenvolver no modelo Open-Source: uso de mailing-lists e patches, GNU Toolchain (gcc, gdb), GNU Autotools e esquemas de empacotamento como o RPM ou Debian.

Completa o perfil ter fortes conhecimentos de uso e administração em Linux – shell scripts, administração de pacotes, uso do Linux como desktop no dia-a-dia, conhecimento do funcionamento interno do GNU/Linux e fluência em inglês.

São requisitos desejáveis: arquitetura e programação da plataforma Linux on Power, design de ferramentas de toolchain (compiladores, debuggers), desenvolvimento de device-drivers para o Linux Kernel, programação em baixo-nível, conhecimentos em criptografia, Trusted Computing ou padrões de segurança internacionais, tecnologias de virtualização e meta-virtualização, soluções IBM ou open source. A participação em comunidades Open-Source é um ótimo adicional.

Interessados devem enviar um e-mail com currículo anexo para ltcbr@linux.vnet.ibm.com com o título: “Vagas LTC”. Ou cadastrar seu CV pelo link relacionado abaixo com o código LTCRE.

- Cadastro de Currículo

Fonte: http://www.baguete.com.br